8.12.11
Querido Pai Natal. Não sei se é cedo, nem se quer se é tarde, mas achei o único momento em que seria possível escrever-te a minha carta. Estive hoje a enfeitar a árvore, aquela onde provavelmente deixarás algumas relíqueas para a família. As minhas não. Os pedidos que te vou formular nesta carta, não têm espaço junto ao presépio. Vou te ser sincera, mesmo que isso prejudique a realização dos meus pedidos, nunca acreditei muito em ti, nem sequer naquela lenda de tu veres, ouvires e saberes de tudo sobre toda a gente.É absurdo. Mas admito, que se te escrevo hoje, tenho que fazer como que se acraditasse. Portanto, querido Pai Natal, já que sabes assim tanta coisa sobre mim deves saber com que ar te escrevo. Frio e egoísta? Não, creio que não. Simpático e sorridente. Acho que também não se adequa. Diria mais insípido. E insípido porquê? Bem porque é simplesmente o reflexo do meu estado de espírito nos últimos meses. Tanto o meu estado de espírito como a minha própria vida. Sem sabor, sem cor, sem sentimentos agradáveis. Por isso Pai Natal, queria pedir-te um novo coração, para que possa sentir o calor humano, os sorrisos e a alegria de novo. Queria também pedir-te uns óptimos lápis de cor, suficientemente eficazes para pintarem a minha vida, assim como a da Jayu, e a da Hangsang, sei que elas também precisam. Por fim Pai Natal, trás-me serenidade e calma, para evacuar desta monotonia laxante. Espero que sejas de algum modo eficaz, e que me venhas a surpreender pela positiva. É tudo o que pesso. Beijinho e até lá !
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